Luz a Vida
É claro, não existe certo e errado, já sabemos disso não? Já sabemos também que a escolha é um processo dualista da mente, alguns diriam que é o próprio e o único pecado original. A escolha é um conceito a ser superado, transcendido (como todos os outros), porem se definirmos a própria escolha como má, negativa, estamos apenas continuando o antigo processo dualista, expandimos o ciclo, porem a própria experiência cíclica ainda esta lá.
A escolha não é o problema, mesmo que não saiba estais alem da escolha, tu não és nem a própria escolha nem aquele que a escolhe, é no máximo o plano onde tudo isso acontece. Libertar-se da necessidade de escolha e da aflição vinda disso pode ser divino e talvez um ponto realmente útil a ser alcançado, porem isso também não é necessário! Não é o único meio! Talvez seja até natural que isso ocorra, o que é ótimo, mas não obrigatório.
O nosso mundo, pelo menos da forma como enxergamos hoje, tem natureza dualista, se não fizermos escolha alguma não teremos mais comunicação e acesso a ele, será apenas inércia, será a própria morte! Tu transcenderás a experiência cíclica sem mais ter acesso ao próprio ciclo e aos que ainda estão nele, talvez sem nem acesso ao que até então você conhecia por si mesmo e a todas as suas camadas intimamente conectadas que tem ligação direta a esse mundo, dualista.
Sabes que nada existe de verdade? Que tudo que passa em sua mente é pura ilusão? Ok, mas não deixe de sonhar, faça aquilo que sua mente ou seu coração lhe disser e apenas veja os resultados. Não queira ter a resposta certa a todas as perguntas, não ache que ira miraculosamente para o paraíso devido a qualquer transcendência de paradigmas, você apenas ganhou um maior leque de ação, agora se continuar sem nada fazer como única opção válida, isso terá outro nome, será suicídio.
Estar alem do jogo não impede de jogá-lo, não tenha medo do jogo! Talvez se perca de novo nele, isso acontece e já aconteceu outras vezes, mas você sempre esteve ai, sempre esteve alem de tudo isso de uma forma ou de outra.
Às vezes é preciso se perder ainda mais para se achar como nunca antes.