Do Coração para a Mente
Aos poucos percebemos que a energia nunca flui em uma só direção, pelo mesmo caminho que veio ela também volta e surgem os ciclos, dos ciclos surge a vida. Cada fase e cada estado são únicos, com suas potencias e qualidades, por vezes inexplicáveis ou até inatingíveis pelos outros, mas ainda assim sinergéticos entre si quando houver respeito e espaço de ação para cada um livremente.
A nossa era atual apostou sua energia e atenção nas potencias da mente, mas não contente, junto com isso negou todas as outras, transformando a lógica humana em uma ditadura controladora da massa emocional, o um para tudo fazer e todos controlar, esquecendo de tudo que os outros têm para oferecer quando libertos. Cartase, essa é explosão energética da revolução interior, é nosso coração exigindo sua liberdade a muito negada, dizendo não a opressão das qualificações lógicas, pelo direito de trabalhar do seu modo.
Harmonia é sinônimo de respeito, pois é o que ganhamos quando permitimos que cada camada de nosso ser atue livremente, sem partir de um pressuposto, sem a obrigação de se chegar a qualquer lugar especifico. Porem, por mais que muitos confundam, harmonia não é sinônimo de equilíbrio: não se trata de igualdade, não se espera que cresçam igualitariamente, por vezes um se expandira muito mais que o outro e impedir isso é dizer não a evolução, mais que isso, é oprimir aquele que quer e pode ser ainda mais do que antes.
Da mente para o coração, do coração para a mente, da Shákit para o Shiva e vice-versa: sinergia. Pelo direito de livre ação de cada potencia e pela nossa capacidade búdica de multiplicá-las.