O Pecado Original
Para se haver traição é preciso um tratado, para se haver errado é preciso existir o certo, para se existir a resolução é preciso existir um problema. Passamos a vida buscando fazer o certo, fugindo de traições e resolvendo todos os problemas que aparecem em nossa frente. E quem criou tudo isso?
Quando se acorda um tratado a traição esta inerente, quando se estabelece o certo o errado se assenta a outra ponta sorrindo, e como existiriam problemas sem antes definirem o certo o qual não estamos seguido ou o aquele tratado que acabamos de quebrar?
Ao criarmos novas soluções surgem novos problemas, exatamente ao mesmo tempo novas possibilidades surgem em todas as direções, totalmente fora de seu controle. A resolução será no máximo temporária e depois tudo dará errado, novamente.
E o jogo continuara, ciclicamente, do pecado a divindade, do santo ao pecador, do certo ao errado, da vida até a morte. E a cada geração o homem morre afogado em seus conceitos cognitivos de ideais de certo e errado que nunca serão plenamente implementados.
A humanidade desaparecerá antes de resolver todas as suas questões, buscando a resposta na mesma fonte genitora daquilo que odeia, esperando o profeta que vira com a ultima máxima apocalíptica e a respostas corretas. E seus problemas Ironicamente nunca existiram, estais presos em seu próprio quebra cabeça, maior e mais complexo a cada ciclo existencial.
A única maneira real de não perder é não ganhar, quando se esta além do jogo o resultado não importa, ao se entregar a trama de possibilidades todos os resultados são válidos, quem ganhou ou perdeu é o mesmo ser, o resultado é um intenso orgasmo existencial.
Seu único carcereiro é você mesmo, sua própria criação, livre por única essência, inclusive para prender e enganar a si próprio. Tu és amor, tu és a própria criação, liberdade indiscriminada, incessante, pulsante, fora de controle, caótico, mas infinitamente livre e divino.