Do Alento ao Samadhi
Comala venha comala,
Alento venha venha,
Quando o ka te chama a dançar,
Um ka-tet novo assim se forma,
Comala venha alento,
O Samadhi dançaremos.
O divino tem muitos caminhos, inteligências infinitas sendo criadas a todo o momento. Seus alentos às vezes podem ser sutis e os sentimos apenas como uma brisa, mas que ao nos tocar mudamos de rumo quase sem perceber, outras vezes porem, o alento passa arrancando telhados e se torna perceptível, mas resistir será inútil. Do que adianta nadar contra correnteza se ela te empurra mais do que consegue aguentar, por que não ao contrario, aproveitar essa força para atingir novos e melhores locais, descobrindo novas possibilidades.
Esse alento que nos arrasta pelos calcanhares pode ser considerado negativo por muitos, mas não deixa de ser consequência de mais uma das inteligências do divino, talvez muito mais próximas e favoráveis de ti do que você imagina. Pode ser conseqüência direta de suas próprias potências inconscientes, agindo avassaladoramente a favor de ti mesmo, pois em algum momento se atingiu uma comunhão interna e externa de que esse será o melhor caminho para todos.
O alento nunca teve nada de bom ou ruim em si mesmo, é o que é como todas as outras coisas, e ao pararmos de perder tempo julgando o que esta acontecendo, podemos sentir tudo a nossa volta verdadeiramente em cada detalhe. Não apenas sentir, mas experimentar em gozo em todas as coisas e ser grato por isso, por tudo e por todos, pelo divino em ti e no próximo.
Nosso olhar não é imparcial, é obstrutivo, e se conseguirmos parar de construir com o olhar, podemos sentir o mundo como ele realmente é, ou esta, nesse momento, livre da nossa autoritária e desgovernada mente, maquina de continua criação, que manipula indiscriminadamente o que vê, construindo mais do que enxergando e confundindo os dois como a mesma coisa.
Sempre estivemos em um alento, e nunca deixaremos de estar, a não ser talvez pelos raros momentos plenamente meditativos, quando as barreiras de tempo e espaço (meras ilusões) são transcendidas. Mas agora, simplesmente aceita essa obra divina, se deixe levar nessa nova direção que te toma, multiplique ainda mais essa força, potencialize o todo e a si próprio! Agradeça, abençoe, ame.