Tao Blog Em busca do Conhecimento

20jan/11

O Amor puro e simples

Amor, definitivamente, não é um tema simples de se discutir, mas dentre todas as racionalizações emocionais que podemos fazer, este é muito provavelmente o tema mais importante, aquele que realmente pode fazer a diferença na evolução de toda humanidade.

Nesse primeiro texto sobre o assunto pretendo dar um tom mais intimista, pois gostaria de, humildemente, dar a minha opinião e experiência pessoal, até para que fiquem claros os conceitos que direcionarão os próximos textos.

Mais de cinco anos após a última vez que escrevi algo sobre amor, percebo o quanto de experiência real acumulei com o tema, experiência essa que quase sempre demonstra que, na prática, tudo é muito mais complicado que na teoria, e com a prática ganhamos no mínimo mais humildade para o debate.

Enquanto o mundo inteiro divide e classifica o amor de diversos modos diferentes, como amor de pai/mãe, de irmão, de amigo, de casal, ou como Eros, Ludus ou Ágape, eu sempre fui pelo caminho contrario e busquei a definição mais simples, aquele ponto em comum em todas essas classificações, aquela partícula indivisível que pudesse, definitivamente, ser chamada de amor.

Minha conclusão do que acabei chamando de "verdadeiro amor", o mais puro e simples possível, foi e continua sendo "querer bem acima de todas as coisas", no entanto, nada melhor do que algumas pancadas da vida para deixar claro que estou estamos todos muito longe disso!

Se resumido dessa simples forma, só poderíamos atribuir ao amor poucas características, como: incondicional, atemporal e independente, seja de raça ou crença, e independente inclusive se o ser amado é a sua mãe ou sua parceira sexual, ou seja, o mesmo amor para cada um.

Não por poucas vezes já fui fortemente questionado por causa disso, afinal, se eu amo minha parceira como amo minha mãe, por que não peço logo minha mãe em casamento? Extremismos a parte, claro que não é bem assim, tanto não é que um ditado cada vez mais popular nos diz que "só amar não é o bastante em um relacionamento".

Alem do amor existem muitos sentimentos e atos que combinados constituem uma relação amorosa padrão como hoje conhecemos, fatores esses tanto positivos quanto negativos: amizade, sexo, cumplicidade, carinho, carência, ciúmes, diversos tabus da sociedade, e um ponto que, em minha opinião, é o mais importante de todos: o simples fato da escolha, de terem escolhido o parceiro para passar, pelo menos, um bom período de suas vidas, isso muda tudo: a simples escolha.

Acredito que boa parte de tudo do que as pessoas normalmente classificam como amor em um relacionamento muitas vezes não passa de um mal entendido, ou de uma generalização extrema dessa palavra em nossa sociedade. Exemplos? Quer coisa pior do que classificar nosso ciúme doentio, nosso apego irracional ou outras tantas como amor? Por vezes sem nem conseguir imaginar que nossos ex-namorados possam e serão felizes com outra pessoa, sem você, sem o seu... Amor?

Independente de filosofia ou religião, a vida me diz que o amor é muito mais do que casar e ter filhos, muito além da amizade e do carinho, e ao mesmo tempo é muito mais simples e muito maior do que qualquer uma dessas coisas!

Definitivamente Amor é algo que vale a pena ser considerado e repensado. Esse tema será aqui trabalhado e aprimorado, lapidando a minha e, se possível, a nossa visão geral sobre o mais poderoso dos sentimentos e emoções.

18jan/11

Ser ou Estar

Se comparada com o inglês, nossa língua portuguesa tem uma interessante característica: definimos a duração do estado diretamente no verbo, dividindo o simples verbo to be nos diferentes ser ou estar, forçando o interlocutor a deixar explicitamente claro, e não subentendido pelo contexto, se aquilo é um fato, constante, sem previsão de fim ou se é explicitamente passageiro.

Essa separação clara pode ser bem interessante, principalmente quando falamos sobre fatos, notícias ou mesmo descrições históricas e opiniões pessoais. Por outro lado, essa divisão pode gerar muitas dúvidas, sendo muitas vezes utilizada de forma radical, nos limitando gravemente a problemas conceituais, criando a ilusão de que o verbo “ser” significando imutabilidade.

Um dos resultados desse radicalismo pode ser visto em pessoas que têm, ou buscam ter, a mente aberta, o que com certeza é ótimo, mas nesse grupo facilmente encontramos indivíduos avessos a qualquer classificação com o verbo "ser", principalmente quando o assunto é religião ou qualquer área mais polemica.

Mesmo quando freqüentam, estudam e praticam determinada religião, muitas pessoas quando pressionadas costumam dizer que "estão" espíritas, budistas ou etc., pois dizem não se taxar, prender ou limitar a essas idéias, como se uma palavra, um adjetivo, um verbo, fosse capaz de limitar toda uma estrutura de idéias e objetivos de um ser humano a uma simples definição.

Uma coisa precisa ficar clara:
Estabilidade não significa imutabilidade e constância não significa permanência.

Mais que isso, imutabilidade e permanência são conceitos utópicos, pois por mais tempo que certos estados se mantenham, tudo uma hora se transforma.

O verbo ser não podendo significar imutabilidade, é sinônimo apenas de estabilidade e constância plena, enquanto o verbo estar é sinônimo de passageiro, quando já se sabe ou prevê o fim do estado, mesmo que até seja estável e constante nesse período. A diferença é clara, porem tão sutil que a divisão torna-se desnecessária em diversas línguas, deixando explicito a questão utópica da imutabilidade e a duração do estado subentendido no contexto.

13jan/11

Teoria do Cérebro Trino

Como primeira parte do estudo proposto na categoria racionalizando emoções será avaliada a teoria do cérebro trino, um importante estudo do ultimo século que mostrou, mesmo materialmente falando, a complexidade das emoções e sentimentos, mesmo sem a necessidade de se atingir campos filosóficos e religiosos.

Físico e neurocientista, com importantes contribuições nas áreas de psicologia e psicoterapia, Paul D. MacLean é mais conhecido pela sua teoria elaborada em 1990 sobre o cérebro trino.

Sua teoria se baseava em três divisões biológicas do cérebro, constituindo ligações diretas com a teoria da evolução das espécies e com a teoria de formação da personalidade segundo Sigmund Freud.

A primeira e mais primitiva dessas divisões seria o cérebro reptiliano, também chamado por MacLean de "R-complex", constituída pela medula espinhal e as formações cerebrais mais básicas, seria responsável pelos nossos instintos mais básicos de sobrevivência, com pouca ou quase nula noção de conseqüências negativas de suas ações no mundo a sua volta. Fortemente ligado a agressão, dominância e comportamentos territoriais, essa divisão ganhou esse nome a partir de estudos neurocerebrais em repteis e aves que demonstravam cérebros estavam dominados principalmente por essa estrutura física básica.

A segunda divisão seria o cérebro dos mamíferos inferiores, também conhecido por emocional ou paleomamífero. Sua formação teria algumas partes básicas do reptiliano com adição de estruturas mais complexas, focando principalmente no sistema límbico, responsável pela motivação/felicidade e comportamentos emocionais mais desenvolvidos focados no meio em que vive, o que teria gerado estruturas sociais mais complexas entre esses seres.

Como ultima divisão na teoria do cérebro trino temos o cérebro racional, que teria fornecido a nós humanos a capacidade da fala, abstração, planejamento e percepção, gerando assim os mais complexos comportamentos sociais e deslanchando nossa evolução. Seria constituído pela junção das duas ultimas partes com o córtex telencefálico, que segundo MacLean é exclusivamente humano, fornecendo nossas capacidades superiores e nos diferenciando dos primatas.

A teoria de Maclean sobre o cérebro trino nunca foi totalmente aceita na comunidade cientifica e, mais atualmente, com base em estudos neurais complexos em animais, foi verificado que as estruturas cerebrais de diferentes classes animais não seguem vários dos preceitos propostos pela teoria.

De qualquer modo há de se observar que toda a área de estudos neurocerebrais não tinha qualquer consenso em sua época até a chegada de técnicas de analise modernas. E não há como negar os avanços conseqüentes dos estudos de MacLean, principalmente no que se refere ao sistema límbico do dito cérebro emocional, servindo fortemente como base para muitas outras teorias bem aceitas e difundidas atualmente.

Indo ainda além, esse tipo de estudo, surgido ainda no final do século passado, juntamente com a onda de estudos psiquiátricos e psicológicos vindos desde os anos 80, trouxeram toda uma nova cadeia de considerações, pensamentos e dúvidas a cientistas e materialistas, que a muito tinham deixado questões comportamentais ligadas a sentimentos e emoções somente para filosofia, religiões e metafísica em geral.

Esse tipo de questão não é para somente uma parcela da população, é para todos aqueles que vivem juntos, em uma cidade ou grupos em geral. Hoje não faltam estudos que comprovem q a evolução humana esta intrinsecamente ligada ao seu comportamento social, sendo assim, com a melhoria do próprio comportamento social, com o entendimento e racionalização do que sentimos e de nossos impulsos, podemos engrenar cada vez mais na busca do conhecimento e da evolução.

Independente de filosofo, religioso, místico, cientista e/ou materialista, somos seres humanos e estamos juntos, interdependentes, na busca da felicidade.

12jan/11

Racionalização de Emoções e Sentimentos

Nesse blog os textos serão organizados e divididos em categorias distintas, cada um com um objetivo e propostas diferentes. A primeira delas propõe algo que, em teoria, não é nada complexo, mas que ainda nos da muito trabalho e impõe mais dúvidas do que soluções.

Nossos dias hoje estão conturbados, falta tempo, cobranças vêm de todos os cantos e somos puxados em nossos máximos a cada momento, mas a questão é: esse é realmente nosso máximo?

A meta desse blog é a busca pelo conhecimento, o que nos leva obrigatoriamente a uma expansão de consciência, que principalmente quando bem aproveitada nos leva a novos pontos de vista, novos métodos e caminhos, em sua maioria melhores.

O primeiro conhecimento aqui buscado será o mais básico de todos, ignoraremos a mais nova tecnologia e voltaremos a origem de tudo: O que nós somos? O que sentimos? O que fazemos?

O entendimento e classificação do comportamento humano, focando em nossos sentimentos e emoções, não é um assunto novo, pelo contrario, foi foco de nossos mais antigos pensadores e filósofos, se tornando a origem de muitas das principais ciências atuais.

Porem não será feita simplesmente uma revisão de tudo que já sabemos, ao contrario, tentaremos obter o que estava escondido nas primeiras leituras. Usaremos nosso conhecimento e novos pontos de vista para discutir e considerar o que ignoramos antes.

Entendendo de si próprio como animal que somos, antes mesmo de nossa identidade humana, nos permitira entender aonde chegamos e como chegamos, para assim, usando novamente nosso verdadeiro potencial humano, traçarmos novos e melhores caminhos.

4jan/11

Felicidade

Qual o seu foco, seu objetivo final, a razão de sua existência? O que poderia estar acima de todos os seus outros objetivos e desejos?

É possível fazer uma abstração tão grande de um objetivo primário, de algo que nos motiva a seguir sempre em frente, do destino final de todos os seres?

Tudo o que fazemos, no final das contas tem apenas um objetivo, fazemos porque nos agrada, porque de alguma forma nos faz feliz. Mesmo quando fazemos algo a contra gosto, fazemos porque acreditamos q a conseqüência da não ação será pior, nos fazendo menos felizes de algum modo.

Desde quando o ser humano tomou consciência de si próprio e dos gozos da vida, percebendo que pode ser ainda mais feliz do que inicialmente, foi iniciada a busca pela felicidade, que hoje já tem uma indústria e uma ciência em seu nome.

Como tudo com o q trabalhamos e estudamos a própria noção de felicidade vem evoluindo junto com o ser humano. Percebemos, por fim, que a felicidade esta muito além dos êxtases, e atualmente começamos a pensar na felicidade como um estado mental, como algo q pode ser perpetuado e estendido por longos períodos de tempo, em vez de apenas pequenos momentos de extrapolação.

Hoje tanto a ciência como a indústria da felicidade sabe q esse sentimento é o que nos faz seguir em frente, porem a felicidade de espírito, também chamada de felicidade como estada mental, esta muito além de bens de consumo, assim como pode ser alcançada em níveis muito maiores sem qualquer ajuda química de drogas.

Independente do caminho ou método a ser utilizado para se alcançar a felicidade, é aquela mais básica e primitiva que realmente nos faz seguir em frente: quando trabalhamos e estudamos coisas que gostamos somos simplesmente felizes, quando vemos os frutos positivos de nosso suor ficamos ainda mais felizes, e empolgados que ficamos, ganhamos assim ainda mais energia para os próximos e novos objetivos.

Felicidade, nossa fonte primária de energia e motivação! Ela crescera junto com nossa evolução, nossa reforma-intima, nosso auto-conhecimento e entendimento do mundo, de forma geral: seremos mais felizes quanto mais conscientes.

Como tudo nesse mundo, no final a busca pelo conhecimento tem apenas um significado:

A busca pela Felicidade!

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."
Mahatma Gandhi